quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

Vanessa chegou pela manhã, Vera já estava acordada e a esperava para tomar café. Enquanto ela tomava banho, a empresária desceu e mandou preparar uma bandeja, pois iriam tomar café no quarto, subiu e entrou no chuveiro para acompanhá-la.
            Estavam com tanta saudade, que um dia seria pouco para recuperar o tempo em que ficaram separadas. Precisavam sonhar “fazer de conta” mais uma vez que estavam em algum lugar mágico, não que precisassem disso para atiçar os seus desejos, mas, para dar mais encanto ao momento, para que em todos os faz de contas, fosse lembrado com ternura.
            Amaram-se como se fosse à primeira vez em suas vidas, era assim que funcionava o faz de contas, como em todo momento íntimo, fosse a primeira vez, como se estivessem se conhecendo e se descobrindo naquele instante.
            Algumas horas depois, elas descem dona Carmem e Verônica já estavam acordadas, e conversavam na sala, Vera aproxima-se segurando a mão de Vanessa e à apresenta as duas.
            - Eu quero que vocês conheçam o grande amor da minha vida.
            Apresentou-a enquanto ajeitava os cabelos de sua amada que caiam em seu rosto, um pouco envergonhada ela cumprimenta as duas, depois se senta ao lado de sua namorada.
            - Parabéns minha filha, ela é muito bonita.
            - Para com isso, falou Vanessa com o rosto avermelhado. Eu não sou bonita!
            - É sim meu amor. Beijando o seu rosto.
            - Vera nos disse que você é cantora, perguntou Verônica, como foi o show de ontem?
            - Cada dia está melhorando, só não foi melhor ainda por que a Vera não estava comigo.
            Conversaram muito, quando à tarde, foram para o shopping, porque Vanessa queria comprar roupas novas para completar o seu guarda roupa.
            Dona Carmem observou o tempo todo a felicidade da filha, que parecia uma criança descobrindo um mundo novo, Verônica também se contagiou e passou a participar das brincadeiras que elas faziam onde iam.
            Apesar de o sorvete estar gelado, Vanessa lambuzava os dedos e passava no rosto das meninas para pintá-las como índias, diziam estarem perdidas em uma selva de pedra, elas eram as índias, as pessoas que passavam não entendiam nada, ficavam olhando, algumas indignadas, outras riam.

            Foram ao banheiro para lavar o rosto, e retocarem a maquiagem, depois voltaram para a casa feliz.
Continua...
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