sábado, 12 de agosto de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

Havia poucas pessoas presentes, mas elas fizeram daquela noite uma grande festa sem muito exagero, Roberval foi apresentado para Verônica, que se encantou com ela, era solteiro, estava se aproximando da casa dos quarenta anos, forte, bonito e educado. Boa pinta o rapaz!
De longe Vanessa observava os dois e torcia para que pintasse alguma coisa entre eles, Vera aproximou com duas taças de champanhe, e deu uma a sua namorada.
            - Eu não quero amor. Você se esqueceu que eu não bebo?
            - Só hoje, meu bem. Vai, beba só um pouquinho, senão, não tem graça você não tomar da bebida que representa o amor dos enamorados?
            - Está bem. Elas fizeram um brinde especial.
Vera gostava muito de beber e fumar, já ficara muitas vezes embriagada junto com Luciene, porém, depois que conheceu Vanessa, passou a evitar o cigarro e a bebida, somente para agradá-la, e também porque a outra não gostava muito que ela bebesse ou fumava, sempre que a pegava fumando, tirava o cigarro de sua boca e pedia para não fumar perto dela, nem mesmo beber ao extremo, um copo bastaria para matar a vontade. Pensava assim.
- Meus parabéns, espero que sejam felizes.
            Falou Roberval as duas, desejando sorte, Vanessa não perdeu tempo para zombar do empresário, que já era seu amigo.
            - Acho que vamos ter outro casamento em breve.
            - Imagina. Respondeu tímido.
            - Olha Roberval, eu vou ter o maior prazer em tê-lo como cunhado.
            - Vocês duas estão vendo coisas. Com licença!
            Roberval saiu e foi em direção de Verônica, que logo se aproximou para conversar, os dois deixaram a sala e foram para o jardim conversarem a sós.
            Na hora em que foram partir o bolo, Vanessa pediu que a deixassem dizer algumas palavras. Falou do seu amor por Vera, e que estava muito feliz, prometeu que nunca a deixaria, a não ser que a morte as separasse.
            - “Eu vou protegê-la com a minha própria vida”.
            Disse olhando em seus olhos, e emocionada, Vera chorou abraçando-a. Todos bateram palmas, então a moça pegou o violão e cantou uma canção, depois, fez uma homenagem a ela, já que estaria aniversariando naquele dia.
            - Eu não acredito! Como você soube que era o meu aniversário?
            - Um passarinho me contou!

            Vanessa deu a ela de presente, uma linda joia que mandara fazer especialmente para aquela data. Uma gargantilha, com duas bonecas miniaturas partindo o bolo, em forma de pingente, e um cartão contendo a última rosa que usara em seu espetáculo.
Continua...
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