Na casa de
Vera, Vanessa se encanta com o jardim, apanha duas rosas e retiram os seus
espinhos, uma coloca em seu cabelo, e a outra coloca nos cabelos da sua
namorada, depois lhe dá um beijo no rosto.
- Feche os
seus olhos, agora sinta esse perfume que chega através do ar que beija sua face
e a abraça mansamente. Ela pega em suas mãos guiando-a lentamente pelos
canteiros floridos, para e pede para que abra os olhos novamente. Olhe, note
como as flores estão te olhando, veja sua suavidade, perceba como são
delicadas. Ouça, .... Após uma pausa. Estão tentando lhe dizer alguma coisa.
- Posso
ouvi-las agora, estão dizendo que estão felizes porque você está aqui.
- Olha aquela rosa ali, ela está perguntando
alguma coisa. Diz indo em sua direção, fica em silêncio, depois traduz o seu
linguajar. Está querendo saber onde você gostaria de estar nesse momento?
- Eu gostaria de estar com o grande
amor da minha vida em uma floresta, acampando, longe da civilização.
- Então porque não vamos para lá
agora?
- Como, amor?
- Eu tive
uma idéia, venha só preciso que me autorize a mexer no seu guarda roupa.
Elas sobem até o quarto, e Vera sem
entender nada, a acompanha, Vanessa desarruma todo o armário procurando
lençóis, depois pede para que lhe arranje uma lanterna, corda, tesoura e uma
faca.
Vera pediu para a empregada
providenciar todas as coisas que ela queria, quando tudo estava a sua
disposição, Vanessa dispensou Camélia e disse à sua companheira:
- Daqui para frente, somos só nós
duas. Está preparada?
- Para onde vamos amor da minha
vida?
- Para a floresta, longe da
civilização! Não é lá que gostaria de estar?
Elas carregam as coisas até o
jardim, Vanessa apanha um enxadão e começa a cavar sobre a grama do quintal,
enquanto os seguranças e os empregados observavam de longe sem entender nada.
- Eu não acredito! Falou Vera pasma
ao vê-la destruindo sua grama. Você é maluca!
- Vamos, não faça corpo mole, me
ajude aqui, logo irá escurecer.
Algum tempo depois, Vanessa coloca
alguns galhos compridos nos buracos, cobrindo-os com terra. Amarra as pontas
dos lençóis e faz uma barraca improvisada. Pede que os empregados apanhem as
luzes do quintal, e ascende a lanterna.
- O que achou da minha barraca?
- Vamos passar a noite aí? Pergunta
rindo.
- Lógico! Estamos numa floresta, eu
não estou vendo nenhum hotel cinco estrelas por aqui para passarmos a noite.
Vera a abraça com carinho.
- Meu amor, você não existe!
- Venha comigo, vamos explorar esse
local para ver se estamos seguras aqui. Pode haver algum animal feroz por
perto.
Continua...
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