quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

Na casa de Vera, Vanessa se encanta com o jardim, apanha duas rosas e retiram os seus espinhos, uma coloca em seu cabelo, e a outra coloca nos cabelos da sua namorada, depois lhe dá um beijo no rosto.
- Feche os seus olhos, agora sinta esse perfume que chega através do ar que beija sua face e a abraça mansamente. Ela pega em suas mãos guiando-a lentamente pelos canteiros floridos, para e pede para que abra os olhos novamente. Olhe, note como as flores estão te olhando, veja sua suavidade, perceba como são delicadas. Ouça, .... Após uma pausa. Estão tentando lhe dizer alguma coisa.
- Posso ouvi-las agora, estão dizendo que estão felizes porque você está aqui.
            - Olha aquela rosa ali, ela está perguntando alguma coisa. Diz indo em sua direção, fica em silêncio, depois traduz o seu linguajar. Está querendo saber onde você gostaria de estar nesse momento?
            - Eu gostaria de estar com o grande amor da minha vida em uma floresta, acampando, longe da civilização.
            - Então porque não vamos para lá agora?
            - Como, amor?
- Eu tive uma idéia, venha só preciso que me autorize a mexer no seu guarda roupa.
            Elas sobem até o quarto, e Vera sem entender nada, a acompanha, Vanessa desarruma todo o armário procurando lençóis, depois pede para que lhe arranje uma lanterna, corda, tesoura e uma faca.
            Vera pediu para a empregada providenciar todas as coisas que ela queria, quando tudo estava a sua disposição, Vanessa dispensou Camélia e disse à sua companheira:
            - Daqui para frente, somos só nós duas. Está preparada?
            - Para onde vamos amor da minha vida?
            - Para a floresta, longe da civilização! Não é lá que gostaria de estar?
            Elas carregam as coisas até o jardim, Vanessa apanha um enxadão e começa a cavar sobre a grama do quintal, enquanto os seguranças e os empregados observavam de longe sem entender nada.
            - Eu não acredito! Falou Vera pasma ao vê-la destruindo sua grama. Você é maluca!
            - Vamos, não faça corpo mole, me ajude aqui, logo irá escurecer.
            Algum tempo depois, Vanessa coloca alguns galhos compridos nos buracos, cobrindo-os com terra. Amarra as pontas dos lençóis e faz uma barraca improvisada. Pede que os empregados apanhem as luzes do quintal, e ascende a lanterna.
            - O que achou da minha barraca?
            - Vamos passar a noite aí? Pergunta rindo.
            - Lógico! Estamos numa floresta, eu não estou vendo nenhum hotel cinco estrelas por aqui para passarmos a noite.
            Vera a abraça com carinho.
            - Meu amor, você não existe!

            - Venha comigo, vamos explorar esse local para ver se estamos seguras aqui. Pode haver algum animal feroz por perto.
Continua...
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