Vera estava decidida a levar Vanessa
para morar em sua casa, não queria mais ficar um só minuto longe dela,
conversaram muito sobre esse assunto, até que a moça acabou aceitando o
convite. Porém, antes queria reformar a casa para recebê-la com todas as honras
que merecia.
Planejaram juntas
como seria feito a reforma que começaria pelo quarto e o banheiro, depois, no
resto das dependências. Escolheram os materiais a serem usados, e contrataram
uma decoradora.
O CD foi lançado em grande estilo,
Roberval e Vanessa percorriam as rádios, revistas e jornais para divulgarem o
trabalho quase não tinha tempo para aparecer na empresa.
Mudou-se tão logo para a casa de
Vera, assim que a reforma terminou, e, em sua primeira noite como moradora da
casa, elas não poderiam deixar por menos, fizeram uma festa, só que particular.
Desta vez, não foi preciso destruir
a grama, pois todos os dias elas tinham uma nova idéia, gostavam de
diversificar para não deixarem que o relacionamento caísse na rotina.
Entraram na banheira de
hidromassagem para navegarem em mar aberto, o vento estava bem fresco e úmido,
Vanessa, era a capitã do navio, fugiam de piratas que tentavam abordá-las,
chovia muito naquela noite, e as ondas do mar batiam violentamente no casco do
navio, da popa olhando para a proa Vera avisava dos perigos que estavam
rondando. De repente, elas são atingidas e o navio é sacudido por uma colisão
violenta, então começam a naufragar logo sua namorada cai atordoada.
- Meu amor, grita Vanessa
desesperada. Fale comigo.
- Acho que, ... falou com
dificuldade. Chegou a minha hora. Não se esqueça de me lembrar.
- Não! Vai ficar tudo bem, eu
prometo! Vou cuidar de você.
Vanessa
leva-a até sua cabina para cuidar dos seus ferimentos, deixando o navio à
deriva. Estavam tão ligadas a aquela fantasia que, por um momento sentiram medo
de que tudo aquilo fosse verdade, e, quando na cama, deitadas sobre os lençóis
brancos e macios, elas se amaram loucamente para fazer voltar à realidade de
que tudo não passava de uma ilusão.
Continua...
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