terça-feira, 8 de agosto de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

O tempo foi passando, e a cada dia, aquele sentimento se multiplicava, elas já acreditavam que eram almas gêmeas, tinham tanta convicção disso, que, podiam adivinhar o que a outra sentia ou estava pensando, mesmo estando longe.
            A empresária passou a anotar em um diário todos os momentos felizes que passava ao lado de sua amada, e a cada página, colocava uma rosa vermelha que ganhava de Vanessa todas as manhãs.
            Um dia, Vera apareceu com a ideia de casar, um casamento simbólico, somente para que tornasse ainda mais real aquele enlace e fortificasse ainda mais aquela relação, um faz de contas verdadeiras. Comprou um par de alianças, e marcou a data, convidou algumas amigas íntimas, mandou buscar sua mãe e sua irmã para estarem presentes a este acontecimento tão importante em sua vida, e também para apresentar Vanessa a elas.
            Dona Carmem, sua mãe, e Verônica, sua irmã vieram alguns dias antes para conhecerem melhor a nova integrante da família Hortídez, quando chegaram, Vanessa estava viajando, fazendo show em outra cidade e só voltaria no outro dia, Vera acomodou-as em seus aposentos e na hora do jantar, as três comeram depois foram para a sala conversar.
            - Espero que você tenha certeza do que está fazendo minha filha. Falou a mãe preocupada com a sua felicidade.
            - Mãe, eu nunca fui tão feliz em toda a minha vida.
            Realmente, dona Carmem, pela primeira vez estava vendo-a esbanjando felicidade, achou-a até mais jovem e paciente.
            - É, respondeu. Acho que essa moça está fazendo muito bem a você, minha filha.
            - Eu estou louca para conhecer a minha cunhada! Falou Verônica sorridente.
            - Eu tenho certeza que vocês irão adorá-la.
            - Que chique! Brincou a irmã muito simpática. Ainda por cima é cantora.
            - Eu tenho certeza de que ela ainda será muito famosa.
            Respondeu Vera com saudades, não via a hora de abraçá-la, senti-la tocando o seu corpo, ligava varias vezes para conversar e reclamar sua ausência.

 Continua... 
Todos os direitos reservados à Loba Solitária.
Fundação BIBLIOTECA NACIONAL
MINISTÉRIO DA CULTURA
Rua da Imprensa, nº 16/Sala 1205 – Centro
Rio de Janeiro - RJ
Escritório de direitos Autorais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário