NAVEGANDO EM MARES INCERTOS.
O tempo foi passando, Vanessa teve o
seu primeiro contato com uma gravadora, estava sendo bem orientada pelo
empresário, e na hora de escolher as músicas para gravar, pediu que Vera a
acompanhasse e a ajudasse na seleção, pois estava um pouco insegura. Incluiu
duas canções de sua autoria, uma delas era recente, pois havia composta para
sua amada, que se sentiu honrada com a homenagem.
Elas já não
conseguiam mais ficar separadas, encontravam-se todas as noites, pareciam
estarem vivendo um conto de fadas. Vanessa já não precisava mais pedir a Vera
que fechasse os olhos para imaginar o faz de contas, ela já havia aprendido a
“magia” e o “encanto” desse mundo chamado felicidade.
Todos na empresa
sabiam que elas estavam tendo um romance, mesmo porque, Vera havia se
transformado muito como patroa, estava mais dócil, compreensiva, e já não era
tão rígida com eles, e mesmo todos tendo conhecimento da relação entre as duas,
elas eram discretas, não viviam se agarrando na frente dos funcionários, se
davam ao respeito para serem respeitadas. Algumas pessoas eram indiferentes,
outras faziam comentários maldosos em relação à Vanessa que nunca demonstrou em
momento algum suas preferências sexuais, enquanto o resto achava legal, mesmo
assim, enfrentaram preconceitos. Luciene tentava evitar se encontrar com sua
substituta pelos corredores estava inconformada, de vez enquanto provocava-a,
mas não obtinha sucesso, porque ela não lhe dava atenção, ignorava-a.
- Eu vou demitir Luciene, meu amor,
falou a empresária uma vez ao flagrá-la provocando Vanessa.
- Deixe-a, não precisa. Ela só está
com dor de cotovelo, não está suportando ver a sua felicidade.
Vera providenciou para que Vanessa
tivesse um telefone celular, já que não ficava muito na empresa, em razão aos
compromissos que tinha com a gravação do CD. Queria contratar um segurança e um
motorista particular para zelar por sua vida.
- Não há necessidades, respondeu
Vanessa enquanto preparava uma janta especial em sua casa.
- Esta cidade é muito perigosa,
deixe-me fazer este agrado para você, meu amor.
- Você é quem sabe.
Adorava sua comida, mas não gostava
de vê-la pilotando fogão, nem mesmo fazendo a faxina da casa. Conversou com sua
faxineira, e acertou um novo salário para que a mesma fosse três vezes por
semana na casa de sua amada cuidar da limpeza, quando a noite, no dia em que
não jantavam em sua mansão, elas iam comer em algum restaurante.
Continua...
Todos os direitos reservados à Loba Solitária.
Fundação BIBLIOTECA NACIONAL
MINISTÉRIO DA CULTURA
Rua da Imprensa, nº 16/Sala 1205 – Centro
Rio de Janeiro - RJ
Escritório de direitos Autorais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário