domingo, 6 de agosto de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

NAVEGANDO EM MARES INCERTOS.

           
            O tempo foi passando, Vanessa teve o seu primeiro contato com uma gravadora, estava sendo bem orientada pelo empresário, e na hora de escolher as músicas para gravar, pediu que Vera a acompanhasse e a ajudasse na seleção, pois estava um pouco insegura. Incluiu duas canções de sua autoria, uma delas era recente, pois havia composta para sua amada, que se sentiu honrada com a homenagem.
Elas já não conseguiam mais ficar separadas, encontravam-se todas as noites, pareciam estarem vivendo um conto de fadas. Vanessa já não precisava mais pedir a Vera que fechasse os olhos para imaginar o faz de contas, ela já havia aprendido a “magia” e o “encanto” desse mundo chamado felicidade.
            Todos na empresa sabiam que elas estavam tendo um romance, mesmo porque, Vera havia se transformado muito como patroa, estava mais dócil, compreensiva, e já não era tão rígida com eles, e mesmo todos tendo conhecimento da relação entre as duas, elas eram discretas, não viviam se agarrando na frente dos funcionários, se davam ao respeito para serem respeitadas. Algumas pessoas eram indiferentes, outras faziam comentários maldosos em relação à Vanessa que nunca demonstrou em momento algum suas preferências sexuais, enquanto o resto achava legal, mesmo assim, enfrentaram preconceitos. Luciene tentava evitar se encontrar com sua substituta pelos corredores estava inconformada, de vez enquanto provocava-a, mas não obtinha sucesso, porque ela não lhe dava atenção, ignorava-a.
            - Eu vou demitir Luciene, meu amor, falou a empresária uma vez ao flagrá-la provocando Vanessa.
            - Deixe-a, não precisa. Ela só está com dor de cotovelo, não está suportando ver a sua felicidade.
            Vera providenciou para que Vanessa tivesse um telefone celular, já que não ficava muito na empresa, em razão aos compromissos que tinha com a gravação do CD. Queria contratar um segurança e um motorista particular para zelar por sua vida.
            - Não há necessidades, respondeu Vanessa enquanto preparava uma janta especial em sua casa.
            - Esta cidade é muito perigosa, deixe-me fazer este agrado para você, meu amor.
            - Você é quem sabe.
            Adorava sua comida, mas não gostava de vê-la pilotando fogão, nem mesmo fazendo a faxina da casa. Conversou com sua faxineira, e acertou um novo salário para que a mesma fosse três vezes por semana na casa de sua amada cuidar da limpeza, quando a noite, no dia em que não jantavam em sua mansão, elas iam comer em algum restaurante.

           Continua... 
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