- Como você
é rápida! Falou rindo.
- Eu estava aqui em frente quando
liguei. Diz entrando. Acho que eu cheguei em boa hora.
- Quer tomar banho comigo?
- Hum, ... respondeu fazendo charme.
Vou pensar.
- Então me acompanha enquanto você
pensa.
Puxou-a pela mão levando-a até o
banheiro, pediu para que não reparasse na casa que estava um pouco bagunçada,
pois todas as vezes que ia tomar banho, tirava as roupas e jogava-as pelo chão,
só então, depois é que as recolhiam.
A cada dia que passava, Vera se
envolvia cada vez mais com Vanessa, que parecia possuir uma magia toda
especial, era diferente de todas as outras, tentava entender aquele sentimento
que experimentava pela primeira vez em sua vida, pois nunca tinha sentido isso
com suas antigas namoradas. Tão prazeroso e tão cristalino, que não sabia
explicar ao certo se tudo não passava de um sonho, ou se era real.
Estava calma, cheia de vida,
sentia-se como se tivesse dezoito anos de idade, queria brincar como uma
criança, não precisava dizer sobre as suas necessidades, Vanessa parecia ler os
seus pensamentos e realizava todos os seus desejos, chegava a acreditar que ela
era mesmo uma feiticeira, sua doce “maga”, e que havia lhe encantado com
feitiços do amor.
- Quero que você
conheça a minha casa. Falou Vera enquanto escovava os seus cabelos.
- Então vamos lá agora.
- Agora?
- E porque não? A noite é uma
criança que se perdeu na escuridão e que adotou a lua como sua mãe. E nós somos
suas irmãs órfãs.
- Mas, então a lua não tem família?
- Se ela tivesse, não sairia sozinha
durante a noite. Respondeu sorrindo.
- Você tem razão, então vamos
procurar por nossa irmã extraviada.
As duas trocam de roupa e saem.
Continua...
Todos os direitos reservados à Loba Solitária.
Fundação BIBLIOTECA NACIONAL
MINISTÉRIO DA CULTURA
Rua da Imprensa, nº 16/Sala 1205 – Centro
Rio de Janeiro - RJ
Escritório de direitos Autorais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário