Já era de
madrugada quando Vanessa acordou com sede, afastou Vera do seu corpo com
cuidado para não acordá-la, vestiu uma roupa e desceu sem fazer barulho. Foi
até a cozinha, pegou um copo com água na geladeira, depois foi ao escritório da
casa, pois estava sem sono.
Ligou o
computador para se entreter e esperar pelo sono, mas, logo desistiu,
desligando-o. Pegou o porta retrato de cima da mesa onde havia sua foto junto
com Vera e ficou olhando, se distanciou por alguns minutos lembrando do dia em
que fora tirado aquela fotografia.
Voltou novamente à realidade em que
se encontrava, e resolveu escrever uma carta para sua amada, porquanto
conseguia transpor para o papel os seus sentimentos melhores que quando estava
falando. Aproveitou-se do silêncio da noite, apanhou uma caneta e um bloco de
carta e buscou bem no fundo do seu âmago a sua capacidade para sentir.
Apesar de não estar muito inspirada,
conseguiu traçar algumas linhas, destacou a folha, dobrou-a e levou-a consigo
até o quarto, para entregá-la no outro dia quando Vera acordasse.
Então dormiu serena.
Continua...
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