segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

Já era de madrugada quando Vanessa acordou com sede, afastou Vera do seu corpo com cuidado para não acordá-la, vestiu uma roupa e desceu sem fazer barulho. Foi até a cozinha, pegou um copo com água na geladeira, depois foi ao escritório da casa, pois estava sem sono.
            Ligou o computador para se entreter e esperar pelo sono, mas, logo desistiu, desligando-o. Pegou o porta retrato de cima da mesa onde havia sua foto junto com Vera e ficou olhando, se distanciou por alguns minutos lembrando do dia em que fora tirado aquela fotografia.
            Voltou novamente à realidade em que se encontrava, e resolveu escrever uma carta para sua amada, porquanto conseguia transpor para o papel os seus sentimentos melhores que quando estava falando. Aproveitou-se do silêncio da noite, apanhou uma caneta e um bloco de carta e buscou bem no fundo do seu âmago a sua capacidade para sentir.
            Apesar de não estar muito inspirada, conseguiu traçar algumas linhas, destacou a folha, dobrou-a e levou-a consigo até o quarto, para entregá-la no outro dia quando Vera acordasse.

            Então dormiu serena.
Continua...     
Todos os direitos reservados à Loba Solitária.
Fundação BIBLIOTECA NACIONAL
MINISTÉRIO DA CULTURA
Rua da Imprensa, nº 16/Sala 1205 – Centro
Rio de Janeiro - RJ
Escritório de direitos Autorais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário