No outro
dia, dona Carmem ligou preocupada, elas ainda estavam dormindo, Vera acordou e
atendeu o celular ainda sonolenta.
- Desculpe mamãe, preferimos não
dizer nada, é mais emocionante.
Após tranqüilizar sua mãe, ela
desliga o celular, e se deita sobre Vanessa que ainda dormia, beijando-a para
acordá-la.
- Acorda preguiçosa!
- Hum, não quero!
- Vamos amor, está um dia lindo lá
fora, podemos ir pescar tomar banho na cachoeira. O que acha?
Ela levanta a cabeça segurando o
travesseiro depois deita novamente cobrindo-se com o mesmo para evitar a luz em
seus olhos.
- Eu acho que eu quero dormir mais
um pouquinho!
- Ah não,
meu bem, eu não vou permitir você ignorar um dia lindo como esse. Vamos,
acorda.
Fazendo
cócegas em sua barriga.
- Está bem, levantando-se,
cumprimenta-a com um beijo. Bom dia meu amor, dormiu bem?
- Bom dia amor da minha vida! Tive
uma noite maravilhosa.
Vanessa se levanta com muito custo,
pega em sua mão levando-a para tomar banho.
A casa estava uma bagunça, parecia
que havia ocorrido um terremoto, Vera tentou preparar o café, mas era um
desastre na cozinha, nunca havia feito um café em sua vida. Quebrou copos e
pratos que estavam na pia, estava toda embaraçada, enquanto a outra ria sem
parar ao vê-la desesperada.
- Desisto!
- Deixa que eu faço!
Enfim, o café ficou pronto, comeram
um bolo de fubá que estava na geladeira, depois saíram para procurar algum peão
da fazenda e pedir para que selassem os cavalos.
- Nunca mais vou dar folga aos meus
empregados. Eu não sabia que eles faziam tanta falta assim.
Após conseguirem os cavalos, elas
cavalgaram pelo pasto verde que parecia um tapete de veludo olhando-o de longe,
foram até a cachoeira e mergulharam no riacho, estavam à vontade, relembraram a
primeira vez em que se beijaram, Vera se lembrava o dia e até a hora em que
havia ocorrido. Jamais esqueceria aquela data que ficou gravada em sua mente,
assim como todos os momentos em que elas ficaram juntas. Cada detalhe, cada
loucura estava gravada e guardada em sua memória.
Repetiram novamente o faz de contas
da primeira vez, que só faltou o peixe queimado no espeto para completar a
fantasia.
Quando estava escurecendo, foram
embora, pois Vanessa tinha compromissos inadiáveis.
Continua...
TTodos os direitos reservados à Loba Solitária.
Fundação BIBLIOTECA NACIONAL
MINISTÉRIO DA CULTURA
Rua da Imprensa, nº 16/Sala 1205 – Centro
Rio de Janeiro - RJ
Escritório de direitos Autorais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário