quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

SURGINDO UMA ESTRELA.


            Vanessa cortou os seus cabelos compridos estilo Chanel, resolveu mudar o visual para o lançamento do segundo CD, que, logo nas primeiras semanas, uma das faixas estourou em sucesso, quase sem acreditar, chorou de tanta emoção, Roberval que sempre acreditou em seu talento, não se cabia de felicidade.
            Ele que já estava namorando Verônica, correu até a casa dos Horídez para comemorar, entrou na sala, Vanessa correu ao seu encontro e abraçou-o.
-     Eu sabia que você iria acontecer garota!
-     Obrigado por tudo que fez por mim.
Vera aproximou-se com ciúmes e puxou-a com classe pelo braço abraçando-a logo em seguida.
-     Vamos sair para comemorar?
Convidou ele, depois de receber um beijo de sua namorada. Rafaela que estava brincando por perto, quando ouviu, veio correndo e se ofereceu para ir junto.
- Eu não sei, respondeu Vanessa olhando para Vera. O que você acha amor?
            - Não sei meu bem, preferia ficarmos em casa, só nós duas, daqui há pouco você vai começar a fazer shows e não teremos muito tempo para ficarmos juntas.
-     Sinto muito Roberval, deixa para próxima.
- Tudo bem, eu entendo, então vamos nós dois Verônica?

            Verônica pede à mãe para que tome conta da pequena Rafaela, precisava acompanhar o namorado naquela comemoração, já que foi ele quem fizera de Vanessa Star, a estrela que se tornara no presente momento, lógico que se ela não tivesse talento nada daquilo adiantaria. Trocou de roupa e saiu feliz.
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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

O tempo foi passando, e acabou a temporada de shows de Vanessa, que já havia começado a se preparar para gravar o seu novo CD. Enquanto isso, ela aproveitou as horas vagas para fazer algumas aulas particulares, contratou uma professora de dança para ensiná-la em casa a pedido de Vera que não gostava muito que ela saísse.
            Sempre sonhou aprender a dançar tango, e agora que tinha condições, não deixaria essa oportunidade lhe escapar. A empresária que assistia às aulas de perto, conseguiu familiarizar-se com a dança, então, passou a ensaiar com Vanessa quando estavam sozinhas.
            Aprenderam muitas coisas juntas, esqueceram até que eram vítimas de preconceitos, já não se incomodavam com os olhares das pessoas, levavam a vida como se fossem marido e mulher. Estavam felizes e isso era o que importava para elas, o resto era resto!
            As pessoas nunca iriam entender o que estavam sentindo, que no amor, o que vale é o sentimento e que a felicidade tinha realmente o seu prazo de validade como sempre dizia Vanessa, mas não estavam nem um pouco interessadas em saber quando venceria a delas. Por essa razão, vivia intensamente cada minuto como se fosse o último, sem medo do amanhã.

 Continua...      
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terça-feira, 22 de agosto de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

- Boba! Puxando-a pelo braço. Vem cá, me dá um cheirinho, estou morrendo de saudades.
            - Eu amo você! Beijando-a levemente nos lábios. Prometa para mim que nunca irá me deixar.
- Eu também te amo. E prometo que nunca irei deixá-la! Vou amá-la e respeitá-la até que a morte nos separe.
-     Você falou de novo.
-     Me desculpe amor, escapou sem querer.
-     Tudo bem, desta vez passa!
Aquela noite, Vera quase não dormiu direito preocupada.
            Após muita insistência, Vanessa foi fazer os exames, porém não havia nada grave com a cantora que gozava de boa saúde.
            Passaram em uma loja de departamento infantil, e compraram alguns brinquedos para Rafaela, Vanessa se apaixonou por um urso de pelúcia, e Vera não perdeu tempo, mandou a vendedora embrulhar dois para presente, sendo que um, seria para a pequena rafa que não iria perdoá-la caso não ganhasse igual o da tia. Era sempre assim, quando Vera comprava alguma coisa para Vanessa, teria sempre que adquirir em dose dupla, pois as duas sempre ficavam com ciúmes uma da outra.
            Chegaram a casa já era tarde, Vanessa e Rafaela sentaram-se no chão da sala para abrir os presentes, Dona Carmem, Vera e Verônica que estavam sentadas no sofá, observavam-nas de longe.
- A Vanessa só tem tamanho, comentou Verônica. Mas, ainda é uma criança.

- Acho que é por isso que ela é tão especial para mim. Respondeu Vera.
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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Felicidade tem prazo de validade.


Elas entram, após ser medicada pela sogra, Vanessa vai para o quarto se deitar. Vera não estava em casa, havia ido à empresa para resolver um problema e só chegou bem mais tarde.
            - O que aconteceu com a Vana mamãe?
            Vana era como ela a chamava quando referia o seu nome a outras pessoas, foi logo querendo saber ao entrar em casa, pois Rafaela já havia lhe dito que a moça não estava bem.
            - Disse estar com dor de cabeça. Respondeu. Mas eu lhe dei um remédio, e ela foi dormir.
            - Porque a senhora não me telefonou? Eu viria logo para casa.
            Vera sobe em seu quarto e vai verificar se Vanessa estava com febre, mesmo assim liga para o médico da família e pede para que ele venha examiná-la.
            - Ela aparentemente não tem nada Vera, falou o doutor. Mas, para que você não fique preocupada, leve-a amanhã para fazer esses exames.
            - Obrigado doutor, amanhã nós iremos.
            Não saiu mais de perto de Vanessa enquanto ela não acordou, estava aflita, precisava saber se a sua amada havia melhorado.
            - Oi meu amor, você está melhor?
            - Não foi nada meu bem, só uma dorzinha de cabeça, mas já passou.
            - Amanhã nós vamos fazer uns exames.
            - Bobagem, dor de cabeça não é doença. E eu sempre tive dores de cabeça!
            - Mesmo assim iremos.
            - Você se preocupa muito comigo meu amor, eu não vou morrer por causa disso!

            - Nunca mais diga isso, nem de brincadeira. Eu não suportaria viver sem você.
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domingo, 20 de agosto de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

FAZENDO EXAMES.


            Sempre que estava em casa, a pequena Rafaela vivia disputando Vera com Vanessa que a insultava deitando-se sobre ela, a garota tinha ciúmes da tia e não deixava ninguém mais chegar perto.
            - Sai daí tia Vanessa, a tia Vera é só a minha tia. Fala empurrando-a para que se afaste.
            Rafaela era uma garotinha meiga e delicada, tinha os cabelos negros sobre os ombros, à pele rosada e macia, inteligente e amorosa, era o centro das atenções da casa, adorava Vanessa, que brincava com ela todas as vezes que estava em casa, ensinou-a a dançar e imitava a cantora sempre que ouvia seu disco ou quando ia assistir aos ensaios do show, só andava com uma rosa nos cabelos.
            Vanessa não tinha apresentações aquela semana, então resolveu ficar em casa curtindo a tia e a sobrinha ao mesmo tempo, estava no jardim brincando com o cachorrinho que havia comprado para a Rafa, de repente, sentiu fortes dores de cabeça, parou a brincadeira e sentou-se embaixo da sombra da árvore, fechou os olhos e colocou as mãos na cabeça apertando-a para amenizar a dor, Rafa se aproxima chamando-a para voltar a brincar com eles.
            - Vamos tia Vanessa, o Ted quer brincar.
            Ted era o nome do cachorro, tinha apenas quatro meses de vida, era um cãozinho brincalhão, ele aproximou-se também e lambeu seu rosto como se estivesse tentando reanimá-la.
            - Agora não meu bem, a titia está com dor de cabeça.
            - Ah tia, vamos brincar com a gente.
            - Depois meu amor.
            Rafa volta a brincar com o cachorro, logo depois, dona Carmem se aproxima e senta-se perto dela.
            - O que houve minha filha?
            - A minha cabeça parece que vai estourar.

            - Vamos para dentro de casa, eu vou lhe dar um analgésico, você toma e se deita, logo vai passar.
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sábado, 19 de agosto de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

No outro dia, dona Carmem ligou preocupada, elas ainda estavam dormindo, Vera acordou e atendeu o celular ainda sonolenta.
            - Desculpe mamãe, preferimos não dizer nada, é mais emocionante.
            Após tranqüilizar sua mãe, ela desliga o celular, e se deita sobre Vanessa que ainda dormia, beijando-a para acordá-la.
            - Acorda preguiçosa!
            - Hum, não quero!
            - Vamos amor, está um dia lindo lá fora, podemos ir pescar tomar banho na cachoeira. O que acha?
            Ela levanta a cabeça segurando o travesseiro depois deita novamente cobrindo-se com o mesmo para evitar a luz em seus olhos.
            - Eu acho que eu quero dormir mais um pouquinho!
- Ah não, meu bem, eu não vou permitir você ignorar um dia lindo como esse. Vamos, acorda.
Fazendo cócegas em sua barriga.
            - Está bem, levantando-se, cumprimenta-a com um beijo. Bom dia meu amor, dormiu bem?
            - Bom dia amor da minha vida! Tive uma noite maravilhosa.
            Vanessa se levanta com muito custo, pega em sua mão levando-a para tomar banho.
            A casa estava uma bagunça, parecia que havia ocorrido um terremoto, Vera tentou preparar o café, mas era um desastre na cozinha, nunca havia feito um café em sua vida. Quebrou copos e pratos que estavam na pia, estava toda embaraçada, enquanto a outra ria sem parar ao vê-la desesperada.
            - Desisto!
            - Deixa que eu faço!
            Enfim, o café ficou pronto, comeram um bolo de fubá que estava na geladeira, depois saíram para procurar algum peão da fazenda e pedir para que selassem os cavalos.
            - Nunca mais vou dar folga aos meus empregados. Eu não sabia que eles faziam tanta falta assim.
            Após conseguirem os cavalos, elas cavalgaram pelo pasto verde que parecia um tapete de veludo olhando-o de longe, foram até a cachoeira e mergulharam no riacho, estavam à vontade, relembraram a primeira vez em que se beijaram, Vera se lembrava o dia e até a hora em que havia ocorrido. Jamais esqueceria aquela data que ficou gravada em sua mente, assim como todos os momentos em que elas ficaram juntas. Cada detalhe, cada loucura estava gravada e guardada em sua memória.
            Repetiram novamente o faz de contas da primeira vez, que só faltou o peixe queimado no espeto para completar a fantasia.

            Quando estava escurecendo, foram embora, pois Vanessa tinha compromissos inadiáveis.
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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

Encaminhou-a segurando-a pela mão até o portal encantado atravessando-o, entraram em outra dimensão, e chegaram ao quarto do grande castelo dos sonhos. O banheiro real estava livre, elas então tomaram um banho e voltaram ao quarto para deitar-se na cama da grande rainha.
            Enquanto os súditos do lado de fora trabalhavam, elas buscavam o prazer, numa loucura incansável que somente elas sabiam encontrar.
            Os corpos suados se encontravam num só desejo, e mesmo sem ter música, elas conseguiam ouvir a canção do amor. Os pêlos eriçados pelo arrepio excitante que chegava a cada carinho trocado a língua molhada deixavam um trilho brilhante na pele enquanto percorriam seus corpos que já estavam em chamas a ponto de explodir.
Vanessa deitou-se sobre as costas de Vera e respirou em seu pescoço, com um fungar sufocado, enquanto sua parceira apertava sua pele revelando o seu prazer louco de estar sendo amada. 
            - Por favor, não pare! Sussurrou baixinho.
            Queria mais, mais e mais aqueles carinhos que invadiam o seu âmago, enquanto a outra deslizava sobre sua costa o rosto e os seios suados, acompanhado pelos finos fios de cabelos que lhes faziam cócegas aumentando ainda mais sua excitação. 
            Beijou suas nádegas, mordendo-a levemente, depois, mandou-a virar-se para continuar os carinhos, que passou pela barriga, até chegar em seus seios que estavam com os bicos eretos, então brincou.
            - Vai viajar?
            - Por quê?
            - Está com os faróis acesos!  Elas riram e se beijaram calorosamente.

            E nessa troca de carinhos, numa aspiração louca, se amaram sem medo de ser feliz.
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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

AMOR SEM LIMITES.


            Naquele dia era a folga de Vanessa, Vera chamou-a para sair, queria ficar sozinha com seu grande amor, resolveram ir para a fazenda sem avisar ninguém onde estariam. Estava com saudades do dia em que se amaram pela primeira vez, queria fazer loucuras novas.
            Deu folga aos caseiros para ficarem trancadas sozinhas dentro da sede que era enorme, enquanto os seguranças faziam a ronda para manter a paz que precisavam.
            Vera era uma mulher muito fogosa, Vanessa por sua vez, adorava-a por isso, e também ardia em desejos quando era tocada por ela, até mesmo em pensamentos elas conseguiam se excitar quando estavam separadas devido à algum compromisso que as impediam de ficarem unidas.
            Estavam ali para realizarem mais uma fantasia sexual queria ficar nuas correndo atrás da outra pela casa.     
            Começou então a grande corrida, Vera fugia em sua fantasia, do inimigo invisível, Vanessa precisava encontrá-la antes que fosse tarde demais, tinha que salvá-la. Estavam dentro de um túnel imenso, com suas paredes sujas e úmidas, parecia um labirinto. Não tinha para onde fugir, talvez encontrassem um dragão feroz, mas sabia ela que estava para ser resgatada por uma força maior.
            Ficou encurralada, uma sombra terrível aproximou-se dela, e, quando ia ser devorado pelo grande ser fabuloso com calda de serpente, uma fonte de luz surgiu para salvá-la.

            Quando abriu os olhos, estava nos braços do seu grande amor, que a beijava sucessivamente, feliz por tê-la encontrado. Somente Vanessa sabia onde era à saída daquele lugar tenebroso e sombrio.
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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

Sempre que podia, compunha alguma canção, pois estava se preparando para gravar o seu próximo CD, inspirações não lhe faltava, já que estava tão apaixonada, e tinha sua musa inspiradora ao seu lado vinte e quatro horas por dia.
            Passaram-se um ano, comemoraram o primeiro aniversário de sua união, juntamente com o natalício de Vera que quase não ia para a empresa, combinaram então que, uma semana ela se dedicaria aos seus negócios e a outra a acompanharia em suas apresentações. Foi quando Verônica ligou para a irmã pedindo para ficar em sua casa, pois havia separado do marido, e pretendia recomeçar sua vida longe da sua cidade.
            Vera sentiu pela separação da irmã, não queria vê-la sofrendo, mas, por outro lado, adorou tê-la em sua casa, e saber que poderia contar com ela para dirigir os seus negócios.
            Verônica veio junto com a filha e dona Carmem morar com Vera e Vanessa que, sempre quando estava em casa, brincava com a pequena Rafa, assim era chamada pela estrela.
            - Vamos brincar, tia.
            Chamou Rafa puxando Vanessa pela mão, as duas brincavam no jardim, destruíam os canteiros, cavavam a grama e sujavam toda a piscina de terra, sempre que podia, Vera participava das brincadeiras com as duas, quando estava ocupada trabalhando em seu quarto, de vez enquanto ficava olhando do alto da janela e admirando-as.
Em pouco tempo, Verônica conseguiu se adaptar aos serviços da empresa, e com a ajuda de Sueli, ficara ainda mais fácil, só então, Vera ficou livre para se dedicar mais à sua vida particular. A pedido da cantora, ela passou a administrar todo o dinheiro que ganhava, aplicando-o da melhor forma possível, já que entendia do ramo, Vanessa não sabia quanto ganhava, e quando queria comprar alguma coisa supérflua, consultava-a antes.
            Providenciaram que uma parte desse dinheiro fosse doada todos os meses a uma entidade carente, mas fez questão de que seu nome não aparecesse.
            Dona Carmem preocupava-se muito com as duas, e torcia para que fossem felizes. Sempre conversavam a esse respeito.
            - Eu quero viver esse amor intensamente mamãe.
            Respondeu à sua mãe quando lhe perguntou se não iria se arrepender em abandonar os negócios para acompanhar Vanessa.
Roberval Junqueira estava apaixonado por Verônica, e sempre quando estava de folga, ele dava um jeito de ir à casa de Vanessa para conversar com ela sobre algum detalhe do show, quando na verdade, era apenas um pretexto para ver a sua paixão.
            - Gostaria de jantar comigo esta noite?

            Convidou o empresário, com medo de que ela recusasse, mas, para a sua surpresa, o convite foi aceito, e foram jantar. Desse dia em diante, os dois começaram a namorar.
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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

A GRANDE VIRADA.


            Vera pediu à Sueli que assumisse o seu lugar na empresa, e cumprisse todos os compromissos enquanto estivesse ausente, queria ficar ao lado de Vanessa e lhe dar forças para que prosseguisse em suas apresentações. No começo não foi fácil, mas com o tempo, ela foi se adaptando.
            Certo dia, antes de dar uma entrevista, a empresária aconselhou-a a assumir sua sexualidade publicamente e acabar de vez com aquela situação, porque as pessoas vivam fazendo cobranças, e em respeito aos seus fãs, ela aceitou e falou via satélite sobre suas preferências sexuais.
            Sentiu-se mais aliviada por não precisar mais esconder ou disfarçar sua vida particular, não tinha que ficar dando explicações aos curiosos.
            Em cada apresentação, elas ficavam meia hora trancada no camarim antes de Vanessa entrar em cena, conversavam muito, Vera lhe fazia carinho e uma massagem para relaxar, depois seguiam até a entrada do palco, ficavam abraçadas alguns minutos como se tivessem se despedindo, depois, Vanessa entrava sem querer soltar sua mão.
O público quase nem se lembravam de que ela era homossexual, já não davam tanta importância a esse assunto depois de ter se tornado público, até ajudou a torná-la mais conhecida, mas, como em todo o lugar do mundo, sempre existe um ou outro despeitado e farto de crendice que procurava insultá-la.
            A presença de sua namorada durante as apresentações foi com que fez que ela levantasse e desse a volta por cima, assim, seguiu sua agenda viajando de cidades em cidades.
            Vanessa estava cada dia melhor em sua performance, dançava e cantava como sempre fazia, sem se esquecer de colocar uma rosa em seus cabelos, que aos poucos, tornou sua marca registrada, e por onde passava, deixava algumas seguidoras desse ritual, ela sempre dizia que colocava aquela rosa para espantar os maus fluídos, já que as flores representavam o estado de graça da mãe natureza.
            No final de cada apresentação, ela jogava a rosa para o público, que às vezes até brigavam para apanhá-la.

Vanessa e Vera resolveram tirar umas férias, seria uma lua de mel um pouco atrasada, viajaram para os Estados Unidos, pois o maior sonho da cantora era de conhecer a “Disney Word”, e que ganhara a viagem como presente de aniversário. Hospedaram-se na casa de uma amiga brasileira da empresária, que também vivia com outra mulher americana. Passaram duas semanas conhecendo os lugares mais lindo daquele país, tiraram centenas de fotos, filmaram tudo que viram para deixar registrado quando mais tarde, saudosas, elas quisessem rever cada momento, porquanto não faltou faz de contas. Depois retornaram para cumprir o resto dos compromissos agendados.
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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

Ela estava arrasada com o que havia presenciado e ouvido naquela cidade, não se conformava com o preconceito daquelas pessoas, que por um momento chegaram a vaiá-la durante o show, chamando-a de “sapatão” e dizendo as maiores barbaridades, e para sufocar os rumores, cantou sem interrupção.
            Os homens eram os que mais faziam gracejos, dizendo que ela precisava se deitar com eles para nunca mais querer saber de outra mulher. Não reagiu aos insultos, já que não entenderiam nunca que no amor não existe cor, preceitos ou tabus, desde que ele seja vivido intensamente com o coração limpo e a alma pura, tentou esquecer tudo e adormeceu no banco do passageiro.
            Chegou em casa já era de madrugada, Vera estava acordada lendo um livro enquanto esperava por ela, pois não dormia direito todas as vezes que Vanessa viajava, preocupada com os perigos que escondiam as estradas.
            Entrou no quarto e se jogou em cima da cama, abraçando-a com força, estava com as mãos frias, e tremia sem parar. Não conseguia explicar aquela reação, que estava invadindo o seu ser, sentiu medo e chorou como uma criança.
            Como já sabia o que havia acontecido, pois se falaram minutos depois do show, Vera tentou consolar com palavras amenas, já que enfrentou isso a vida toda e estava acostumada.
            Vanessa sentiu vontade de parar de cantar, queria fugir daquelas pessoas que a apedrejavam, sem que ela tivesse feito alguma coisa.
            - Você não pode fugir meu amor, é preciso enfrentar a realidade, com o tempo, você se acostuma e as pessoas também. Venha, vamos tomar um banho bem gostoso, depois vamos comer alguma coisa, você não está com fome?
            - Estou!
            Tomaram um banho, desceram até a cozinha e esquentaram a comida que Camélia havia preparado e deixado na geladeira para quando Vanessa chegasse.
            - Você está arrependida?
            - Claro que não amor. Eu ainda não estou acostumada com tudo isso.
            - Espero que isso não afete o nosso relacionamento.
            - Pode ficar tranqüila, amanhã com certeza eu vou amanhecer melhor.
            - É verdade, amanhã é outro dia, e nada como um dia atrás do outro, e uma noite no meio, não é? Sorriu, beijando-a.

            Foram para o quarto e deixaram o mundo paralelo do lado de fora da porta, conversaram muito até chegar o sono, depois adormeceram abraçadas.
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domingo, 13 de agosto de 2017

Felicidade tem prazo de validade.


ENFRENTANDO O PRECONCEITO.


            A noticia do casamento de Vanessa com a empresária mais conhecida no mundo empresarial vazou através de uma nota dada em um jornal, por uma repórter sensacionalista que fez questão de exibir em uma pequena montagem, suas fotos.
            Vera estava no escritório quando viu a manchete, ficou feliz, afinal, queria que o mundo soubesse que ela estava amando, porém, Vanessa não gostou da brincadeira da jornalista que havia citado comentários maldosos em relação ao enlace.
            Vanessa achava que ainda não era o momento de vazar aquela notícia, não porque tinha medo da reação das pessoas, e sim, pela forma em que ela fora publicada, sem permissão das partes interessadas e recheada de controvérsias.
            Ligou para o jornal e pediu para conversar com a repórter que foi logo se desculpando, explicou que isso poderia até ajudá-la em sua carreira.
            - Escuta aqui, eu quero conseguir alguma coisa na vida, por méritos próprios, e não através de fofocas.
            - Fofocas? Perguntou a repórter. Mas não é verdade que vocês se casaram?
            - Esse assunto só interessa a nós, ninguém tem nada a ver com isso, entendeu?                                                                                                                                    
            Desligou o celular nervosa, Roberval que estava dirigindo o carro ficou assustado, nunca a tinha visto tão brava daquele jeito. Eles estavam indo para uma cidade vizinha realizar uma apresentação.
            À noite, antes de começar o espetáculo, Vanessa pode sentir os efeitos daquela notícia, algumas pessoas a olhava com receio, a casa não estava tão cheia, mas mesmo assim, ela fez o show como se nada tivesse acontecido.
            - Acha que isso irá prejudicar a minha carreira, Roberval?
            Quis saber quando estavam no camarim.
- Só iremos saber daqui para frente.
            Algumas pessoas foram até o camarim tirar fotos com ela, e alguns repórteres da cidade tentaram invadir a sala para entrevistá-la. Foi preciso os seguranças interferir.
            Quando deixava o ginásio onde se apresentara, ela fora cercada por jornalistas e fotógrafos que queriam saber se era verdade que havia se casado com outra mulher.
            - Você é lésbica? Perguntou um jornalista baixinho e inconveniente.

            Roberval e os seguranças foram abrindo caminho para que ela passasse, e sem nada dizer, entraram no carro e foram embora.
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sábado, 12 de agosto de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

Havia poucas pessoas presentes, mas elas fizeram daquela noite uma grande festa sem muito exagero, Roberval foi apresentado para Verônica, que se encantou com ela, era solteiro, estava se aproximando da casa dos quarenta anos, forte, bonito e educado. Boa pinta o rapaz!
De longe Vanessa observava os dois e torcia para que pintasse alguma coisa entre eles, Vera aproximou com duas taças de champanhe, e deu uma a sua namorada.
            - Eu não quero amor. Você se esqueceu que eu não bebo?
            - Só hoje, meu bem. Vai, beba só um pouquinho, senão, não tem graça você não tomar da bebida que representa o amor dos enamorados?
            - Está bem. Elas fizeram um brinde especial.
Vera gostava muito de beber e fumar, já ficara muitas vezes embriagada junto com Luciene, porém, depois que conheceu Vanessa, passou a evitar o cigarro e a bebida, somente para agradá-la, e também porque a outra não gostava muito que ela bebesse ou fumava, sempre que a pegava fumando, tirava o cigarro de sua boca e pedia para não fumar perto dela, nem mesmo beber ao extremo, um copo bastaria para matar a vontade. Pensava assim.
- Meus parabéns, espero que sejam felizes.
            Falou Roberval as duas, desejando sorte, Vanessa não perdeu tempo para zombar do empresário, que já era seu amigo.
            - Acho que vamos ter outro casamento em breve.
            - Imagina. Respondeu tímido.
            - Olha Roberval, eu vou ter o maior prazer em tê-lo como cunhado.
            - Vocês duas estão vendo coisas. Com licença!
            Roberval saiu e foi em direção de Verônica, que logo se aproximou para conversar, os dois deixaram a sala e foram para o jardim conversarem a sós.
            Na hora em que foram partir o bolo, Vanessa pediu que a deixassem dizer algumas palavras. Falou do seu amor por Vera, e que estava muito feliz, prometeu que nunca a deixaria, a não ser que a morte as separasse.
            - “Eu vou protegê-la com a minha própria vida”.
            Disse olhando em seus olhos, e emocionada, Vera chorou abraçando-a. Todos bateram palmas, então a moça pegou o violão e cantou uma canção, depois, fez uma homenagem a ela, já que estaria aniversariando naquele dia.
            - Eu não acredito! Como você soube que era o meu aniversário?
            - Um passarinho me contou!

            Vanessa deu a ela de presente, uma linda joia que mandara fazer especialmente para aquela data. Uma gargantilha, com duas bonecas miniaturas partindo o bolo, em forma de pingente, e um cartão contendo a última rosa que usara em seu espetáculo.
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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Felicidade tem prazo de validade.


A CERIMÔNIA.


            Verônica estava com o casamento em crise, tinha uma filha de quatro anos de idade que se chama Rafaela, e, naquela ocasião deixara com a sogra para vir ao casamento da irmã.
            Seu marido, Leonardo, é um homem ignorante, machista e violento, às vezes chegando a bater nela. Já estavam separados de cama, mas mantinham a aparência em razão da pequena filha, para que a mesma não sofra. Porém, sua vontade é de se separar, dar o seu grito de liberdade.
            - Se, por acaso você não tiver para onde ir minha irmã, pode vir morar aqui em casa, falou Vera consolando-a. Você não se importa não é amor? Consultando Vanessa logo em seguida.
            - Claro que não, você será bem-vinda, e a sua filha também, gostaria de conhecê-la.
            - Você poderia vir trabalhar comigo na empresa. Estou precisando mesmo de alguém para me substituir.
            - Por quê?
- Eu quero ter mais tempo para ficar com a Vanessa, viajar acompanhá-la nos shows.
            - Verdade? Perguntou Vanessa surpresa e feliz com a idéia.
            - Verdade!
            - Então nem vai embora Verônica, fique aqui. Falou sorrindo.

            - Eu vou pensar seriamente nisso minha irmã, eu preciso conquistar a minha liberdade antes que seja tarde demais!
Os dias passaram depressa, e finalmente chegou o grande dia do casamento.
            Convidaram um padre que é muito amigo da família para realizar a cerimônia, nada tão formal, Roberval e Sueli também compareceram, pois não tinham preconceitos, elas casaram-se e receberam a benção divina, mesmo contra os princípios da igreja católica, já que o sacerdote foi por contra própria.
Continua... 
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