sábado, 10 de junho de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

Juliana aproveita o horário do almoço e vai até o escritório e pede para conversar com Sueli, que ainda estava em sua sala, e logo a recebe.
            - Sente-se Juliana, o que você deseja?
            - Desculpe-me incomodá-la dona Sueli à esta hora, mas é a respeito do que aconteceu ontem com a Vanessa. Por favor, conversa com a dona Vera, peça a ela para reconsiderar, e readmiti-la novamente.
            - Eu não sei se a Vera irá fazer isso, ela agrediu o Roberto, e, apesar de tudo, ele era o seu chefe.
            - Eu sei que eu não deveria me envolver, mas vocês não deram nenhuma chance para ela se defender.
            Vera entra na sala no momento em que Juliana está defendendo a amiga.
            - Algum problema Sueli?
            - Ainda bem que chegou Vera, a Juliana veio pedir para que você reconsidere a demissão da Vanessa e aceite-a de volta.
            - Foi ela quem mandou você vir aqui pedir isso?
            - Não senhora! Eu nem sei se ela aceitaria caso à senhora aceitasse readmiti-la, estou pedindo por conta própria. Estou muito preocupada, está difícil de conseguir emprego. Desculpe-me dizer isso, mas a senhora não deu chance a ela para se defender.
            - Bom, eu prometo que vou pensar no assunto, está bem?
            - Obrigada, com licença.
            Juliana sai, Vera senta-se na cadeira com uma ficha nas mãos, que logo entrega para que a diretora de marketing as examine.
            - O que é isso Vera?
            - É a ficha da Vanessa, acho que cometi uma injustiça Sueli.
Veja você. Ela era uma ótima funcionária.
            - Muito boa sua ficha, nunca faltou, e ainda dava produção! Isso é raro hoje em dia.
            - E tem mais, eu soube que era o Roberto quem a perseguia. Um pouco ele tinha razão, ela é uma garota tinhosa e não aceitava ser mandada por ele.
            - E agora, você vai readmiti-la?
            - Eu não sei, preciso pensar.
            - Eu vou te confessar uma coisa Vera, essa moça cresceu no meu conceito, eu adorei vê-la acertar o nariz do Roberto, cá para nós, ele é muito metido a besta. Você sabe que eu não gosto dele.

            - Bom, depois nós resolveremos sobre esse assunto, agora vamos almoçar.

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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

QUANDO NEM TUDO ESTÁ PERDIDO.



            Vanessa acordou cedo, mesmo sabendo que não ia trabalhar, precisava terminar alguns trabalhos, já que estava desempregada, tinha que correr atrás de clientes para se sustentar.
            Estava um pouco triste, mas conformada, pois, sabia que cedo ou mais tarde teria que deixar a empresa em razão da perseguição de Roberto. Teve saudades das suas amigas, e voltou o pensamento na empresa em que fora demitida.
            Era quase dez horas da manhã, quando sentiu falta do cafezinho de dona Clotílde, pois, todo o dia naquela mesma hora sempre dava um jeito de subir até o escritório escondida para tomar um cafezinho, a copeira era como se fosse sua mãe, gostava dela como uma filha, e por várias vezes escondeu-a dentro do banheiro para que não fosse apanhada por Vera e Luciene que as vezes iam até a cozinha comer ou beber alguma coisa para fugirem da rotina.
            Ela sorri das coisas que aprontava, das brincadeiras que fazia com as amigas mais próximas, dos momentos em que se reunia com Dado e Juliana no estacionamento da fábrica no horário do almoço, ligava o toca fita do carro e ficavam ensaiando alguns passos de dança, chegou até a sentir falta das brigas que tinha com Roberto, apesar dos pesares, até que se divertia com tudo isso.
            Mas, logo voltou a si, e resolveu ligar para seu amigo Rodrigo e lhe contar que estava desempregada.
            - Eu não acredito! Falou assustado. E agora, o que você vai fazer?
            - Por enquanto eu não sei ainda, será que não tem uma vaga aí na empresa onde trabalha?
            - Eu não sei, mas posso conversar com o meu patrão, ele gosta muito dos seus serviços, acho que poderá lhe dar um emprego.
            - Faça isso por mim meu amigo.
- Pode deixar, ele está viajando e só volta amanhã no final da tarde, assim que chegar eu converso com ele.

            - Ok, eu vou aguardar, até mais tarde. Beijos!

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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

No escritório, Vera estava em sua sala conversando com Sueli a respeito de um novo contrato quando Roberto pediu para ser recebido, ela mandou-o entrar logo para saber o que havia acontecido. Logo atrás, Vanessa entra sem ser anunciada, a secretária tenta impedi-la, segurando-a pelos braços, até o office-boy banca um de segurança.
            - Me solta! Diz nervosa.
            - Mas, alguém pode me explicar o que está acontecendo aqui? Quis saber a executiva assustada com aquela cena.
            - Esta mulher enlouqueceu, me agrediu só porque eu a mandei trabalhar.
            - É mentira! Novamente parte para cima dele, desta vez Sueli intervém. Eu vou arrebentar a sua cara seu mentiroso, por que você não conta a verdade para ela? Seja homem, e não moleque!
            - Calma gente, vocês estão nervosos eu não estou entendendo nada do que estão falando. Fale um de cada vez, mas, por favor, sem violência.
            - Tudo bem, desde que ele conte a verdade.
            Sueli deixa-a livre, Roberto senta-se, mas Vanessa prefere ficar em pé. Ele começa a contar o que havia acontecido só que na sua versão, enquanto Vanessa anda em círculo impaciente, contando para não se descontrolar, Vera apenas a observa.
            - Ela não me respeita como chefe! Finaliza ele.
            - Em primeiro lugar quem tem chefe é índio, eu já cansei de dizer isso a ele, e depois, a empresa não oferece segurança nenhuma aos funcionários, esses dias mesmo uma funcionária quase perdeu o dedo da mão, eu tentei ajudá-la, e ele virou um “bicho”, gritou comigo como se eu fosse sua filha, querendo se aparecer diante de todos.
            Os dois começam a discutir, Vera fecha os olhos, quase não acreditando no que estava acontecendo, quando de repente, em meio à confusão, ele sugere que a empresária a mande embora.
            - Chega! Falou alto e em bom tom. Eu não vou admitir esse tipo de confusão dentro da minha empresa, após uma pequena pausa. Eu sinto muito, se essa situação chegou onde está eu terei que demitir você.
            Falou olhando dentro dos olhos de Vanessa que a encarou fixamente sem desviar o olhar, desapontada, quase arrasada, estava sem chão, viu todos aqueles anos dedicado à empresa passar em sua frente como um flash, sentiu-se desvalorizada, não tinha mais nada a perder além do que havia perdido, o emprego.
            - Tudo bem, respondeu, passando a mão na cabeça, hábito contínuo quando fica muito nervosa e sem controle. Já que eu fui despedida, quero ser demitida por justa causa.
            Sem que eles esperassem, num gesto transitório, ela partiu para cima de Roberto, e desferiu-lhe um soco em seu rosto. Foi preciso segura-lo também para que não reagisse.
            - Agora a senhora pode me demitir com razão. Depois sai empurrando todos que estavam em seu caminho.
            Vera ficou perplexa, nunca tinha assistido a uma cena daquela, uma mulher batendo em um homem, não sabia o que fazer, queria rir, mas conteve-se diante de Roberto que estava envergonhado, mas que logo pediu licença e deixou a sala cabisbaixo e com a mão no queixo.
            Naquele dia, não se falou em outra coisa na fábrica. Roberto passou a ser motivo de chacota entre os outros funcionários.

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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

Vanessa trabalhou quieta aquele dia, Roberto mandou-a para outra seção substituir um funcionário que havia faltado por motivos de saúde. Viajou em pensamentos a manhã inteira, viu-se cantando em programas de televisão, dando entrevistas, e fazendo shows em grandes estádios.
            Estava inspirada, e na hora do almoço, apanhou um bloquinho que carregava consigo, e foi sentar-se no pátio da fábrica, perto do estacionamento, embaixo da sombra de uma árvore. Desligou-se daquele lugar, e se transportou mentalmente para o infinito, estava carente, parecia que lhe faltava algo, sentiu vontade de colocar no papel tudo aquilo que estava sentindo, então escreveu com a alma e o coração.
            Suas poesias eram suaves e ao mesmo tempo, pesadas, às vezes chegavam a ser pornográficas fazendo escárnio de suas próprias sensações, contudo, ela não se importava com o que as pessoas diziam. Quem as lesse, acharia que ela era “tarada” ou coisa parecida, sem perder o lado romântico. No fundo ardia dentro daquela mulher uma chama quente, ardente como o fogo do desejo dos apaixonados, afogando-se em malícia e desordem.
            Estava tão distraída que nem ouviu o sinal tocar, só se deu conta, quando Roberto aproximou-se dela advertindo-a.
            - Eu vou lhe dar três dias de suspensão. Da próxima vez vou mandá-la embora.
            Ela se levantou e olhando-o em seus olhos respondeu:
            - Faça o que quiser, eu estou de saco cheio de você!
            Vanessa entra na fábrica e vai trabalhar, Roberto vai atrás e aproveita a ocasião para aparecer diante das outras funcionárias, gritando em voz alta.
            - Você tem que me respeitar garota, eu sou o seu chefe!
            - Quem tem chefe é índio! Respondeu irritada, jogando a peça que estava fazendo no chão. Se você quiser me mandar embora, que seja agora!
            Ele sorri irônico, e bate palmas.
            - Que lindo! Meus parabéns olha aí, estão todos te olhando, pensa que está em cima daquele poleiro que você chama de palco.
            Ao ouvi-lo dizer isso, ela parte para cima dele empurrando-o por cima das máquinas, derrubando-o no chão, depois se joga sobre o seu corpo quase cega de ódio, os funcionários seguram os dois, separando-os.
Roberto se levanta, coloca a mão na testa que estava sangrando devido ao corte que se fez ao cair e bater a cabeça no canto de uma das máquinas. Então sai em direção do escritório.
            Vanessa pede para que a soltem, e vai para o vestuário arrumar suas coisas, Juliana vai atrás para acalmar a amiga.
            - Aonde você vai Vanessa?
            - Eu vou embora desse lugar, estou cansada de ser humilhada pelo Roberto, eu não preciso passar por isso!
            - Pensa bem, você poderá se arrepender, emprego está difícil minha amiga.

            - Eu já sei o que eu vou fazer. Diz isso e sai atrás de Roberto.

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terça-feira, 6 de junho de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

A DEMISSÃO.


            A semana começou um pouco agitada, Vera voltou da fazenda mais serena e com outras idéias, participou de uma reunião assessorada por Letícia, secretária de Sueli, já que tinha afastado a sua secretária e ex-namorada do cargo.
Logo depois mandou chamar Marcelo e Luciene em sua sala e pediu para que eles se demitissem, pois não fazia mais sentido os dois trabalharem na empresa depois de tudo o que havia acontecido. O rapaz que era branco estava com o rosto todo avermelhado, pensou que ela já havia esquecido o ocorrido, levantou-se de súbito, e pediu, quase implorando.
            - Por favor, Vera, eu preciso deste emprego, não me mande embora. Tenho dois filhos para criar.
            Apesar de magoada, era muito sentimental, principalmente quando se tratava de criança, pensou por alguns instantes, suspirou fundo, e falou:
            - Está bem, eu vou pensar. Agora pode ir.
            Os dois se levantam, mas Vera pede para que Luciene fique. Marcelo então deixa a sala aborrecido e preocupado.
            - O que você pretende com isso Vera?
            - Eu? Nada! Eu só acho que não faz mais sentido vocês trabalharem aqui comigo, na minha empresa!
            - Eu sei que você está magoada comigo, mas nós não tivemos culpa, aconteceu, estamos apaixonados! Eu não posso mandar no meu coração.
            - Tudo bem, eu até te entendo. Mas, se coloque no meu lugar, como você reagiria?
            - Vera, me perdoe se eu te magoei, mas eu tentei te dizer várias vezes que não estava apaixonada por você, mas você nunca quis me ouvir... Levantou e caminhou pela sala buscando palavras amenas para confortá-la e não perder o emprego. Eu não queria que acabasse assim dessa forma, eu fui covarde, mas estava esperando uma oportunidade para lhe contar tudo, acredite em mim. Vamos ao menos ser amigas, por favor!
            Diz aproximando-se dela, levando as mãos em direção dos seus cabelos, porém, Vera recusa seus carinhos.
            - É melhor você voltar para o seu serviço.
            - Tudo bem. Concorda sem graça. Ao menos prometa que vai voltar atrás em sua decisão?
            - Eu vou pensar! Agora me deixa sozinha que eu preciso trabalhar.
            Luciene sai da sala e fecha a porta, Vera debruça a cabeça sobre a mesa e chora baixinho toda a dor de um sentimento que estava se misturando a um novo que florescia como ódio dentro do seu coração.

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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

No domingo, Vanessa não descansou, dormiu algumas horas na parte da manhã, e quando a tarde deu aulas de computação para alguns alunos, Rodrigo vinha todo o final de semana ajudá-la os dois estavam trabalhando juntos em um projeto que ainda não tinha saído do papel.
            Pretendiam colocar uma home Page na internet, só que ainda não tinham dinheiro suficiente para executarem os seus planos. Além das aulas, a dupla montava computadores de mesa e vendia, Vanessa dominava bem a área de computação, manuseava cada programa como se estivesse brincando, fazia grandes trabalhos para empresas e era bem requisitada. Rodrigo por sua vez, gostava de montar computadores e estava ensinado a amiga essa arte que ele chamava de “magia digital”. Os dois trocavam informações, e aprendiam junto o que ainda não sabiam.
            Quando a noite, ela se reúne com o pessoal da banda para ensaiar na “Adrenalina”, que funcionava aos domingos até meia noite, mas não como show baile, e sim, como um “barzinho”, onde as pessoas assistem aos ensaios do grupo sem precisarem pagar para entrar, e a banda não tem o compromisso de ficar tocando o tempo todo sem interrupção. 


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domingo, 4 de junho de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

Já passavam das vinte horas, o salão havia sido aberto para o público, Vanessa se prepara com sua equipe para subir ao palco e animar a noite daquelas pessoas, que buscavam se divertir para esquecerem a rotina do dia a dia.
            A banda de Vanessa chamava-se “Sonhos e Desejos”, e animava o baile de uma casa noturna que estava começando, pertencia a Rogério, um ex companheiro de serviço que deixou a fábrica para arriscar a sorte como empresário da noite.
            Fazia seis meses que ele havia aberto as portas, e estava dando certo, pois todos os finais de semana a casa lotava de gente à procura de diversão, estava sendo conhecida como um dos pontos de encontro das pessoas de todas as idades, e como era amigo de Vanessa, fizeram um trato, ele a ajudaria a comprar todos os aparelhos de som para a banda, e em troca eles tocariam duas vezes por mês sem cobrarem nada durante um ano, além da divulgação que ela teria que fazer através de panfletos, eles não poderiam tocar em nenhum outro lugar.
            Não foi muito difícil aceitar esse acordo, já que um estaria ajudando o outro, e quanto a parte de divulgação, a equipe de “Sonhos e Desejos” trabalhavam duro para divulgarem a banda e se tornarem conhecidos.        
            A maior parte dos funcionários da fábrica freqüentava a casa que tinha como nome, “Adrenalina”. O prédio fora construído especialmente para essa finalidade, fruto de quase dez anos de trabalho, um sonho que ele sempre acreditou um dia realizar, e que hoje vê com olhos de satisfação e prazer.
            Vanessa fica nervosa, sempre que vai entrar em cena, parece até que é a sua primeira vez. Divide o palco com sua amiga Juliana e Dado, seus companheiros de trabalho e de shows, os três revezam no vocal, Charles é o baterista, Clóvis baixista, Claudionor guitarrista, Robson saxofonista e Henrique toca teclado. Já eram amigos quando ela apareceu com a ideia de formar a banda que estava para completar um ano de existência.
            Eram conhecidos apenas pelas pessoas que frequentavam a “Adrenalina”, e pelos amigos que davam a maior força. Não tinha empresário ainda, pois estavam em dívida com Rogério, presos a um contrato.
            Não se arrependem de terem feito contrato com o dono da casa, estavam tão felizes por estarem sendo assistidos por todas aquelas pessoas, que, por alguns instantes nem pensavam em correr cidades para divulgarem o trabalho da banda, ou tentarem contatos com alguma gravadora, mesmo porque eles não se sentiam preparados para gravar um Cd.
            - Precisamos nos aperfeiçoar ainda mais, e nos prepararmos para gravar um CD.
            Vanessa repetia sempre essa frase quando alguém arriscava em falar nesse assunto.
            Antes de entrarem em cena, o grupo se reúne, e de mãos dadas rezam pedindo a Deus para que tudo corra bem durante a apresentação.
            São como uma família, sempre quando querem mudar o repertório, ou até mesmo incluir alguma música nova, se reúnem para discutir o assunto, cada um dá a sua opinião, e só decidem alguma coisa se todos estiverem de acordo.
            E assim, mais uma noite Vanessa passou em claro, mas deu conta do recado, enquanto estava cantando não sentiu sono, para ela é prazeroso estar cantando, vendo as pessoas dançarem embaladas por sua voz que se misturam as notas musicais, ritmadas por versos românticos que ela busca em seus ídolos preferidos.

            Uma verdadeira estrela canta e samba ao mesmo tempo, procura sempre estar perto do público, cantando uma vez ou outra ao redor das mesas de alguns conhecidos, e é conhecida como a “garota da rosa”, pois, sempre que começa a cantar, coloca uma rosa vermelha nos cabelos, acima da orelha, e que já tornou a sua marca registrada.


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sábado, 3 de junho de 2017

Felicidade tem prazo de validade.


DOIS MESES DEPOIS.



O escritório da empresa estava muito agitado naquele dia, como era final de semana, precisavam terminar alguns serviços para não deixarem acumulados na segunda-feira.
            Vera tinha três reuniões importantes para participar junto aos fornecedores, e um jantar de negócio com um empresário que estava interessado em assinar contrato com a sua empresa. Mesmo já tendo passado dois meses, ela não conseguia tirar Luciene do seu pensamento, foi preciso Sueli intervir nas negociações, porquanto a empresária não estava com cabeça para resolver qualquer coisa naquele dia, tanto que, deixou tudo por conta da amiga que segurou as pontas, e foi para casa.
            Durante o trajeto da empresa até sua casa, ela pensou muito em sua vida, nos bons momentos que teve com sua namorada, que por sinal, foram raros, pois, Luciene sempre arrumava uma desculpa para se livrar dela.
Estava difícil esquecê-la, chorava quase todas as noites em busca de uma razão para seguir sua vida normal, sentia-se invadida pela ansiedade que estava prestes a lhe tirar o chão e a vontade de viver.
            Seus olhos já estavam vermelhos, afogando-se em lágrimas, desviou o olhar para os transeuntes que passavam nas ruas, enquanto esperava o sinal verde abrir, queria arrancar de dentro do peito toda a dor que estava sentindo naquele momento, prometeu a si mesma nunca mais se envolveria com alguém, pediu a Deus, forças para superar mais aquela fase difícil em que estava vivendo. Queria fechar o seu coração, trancá-lo a sete chaves para que nunca mais alguém pudesse entrar dentro dele.
            Estava sem chão, acreditava que nunca mais superaria aquela traição, então chorou ao pensar em seu ex-amor, desesperou só em saber que ela estaria em outros braços, o mesmo abraço que fora seu, pertencia também a outro homem, os mesmos beijos, os carinhos e a atenção, nada daquilo agora lhe faziam parte.

            Ao chegar a casa, arrumou algumas coisas na mala, tomou um banho e pediu para o motorista tirar novamente o carro da garagem e levá-la para sua fazenda, queria ficar sozinha, fazer um balanço em sua vida para tentar entender onde fora que errou. Então partiu sem olhar para trás.


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sexta-feira, 2 de junho de 2017

Felicidade tem prazo de validade

A HORA DA VERDADE.

           
A casa de Vera estava localizada em um bairro nobre da cidade, cercada por muros altos, com seguranças por toda parte, morava sozinha naquele sobrado imenso sem ter com quem dividir aquela mansão em noites quentes ou frias, quando sempre adentra a madrugada calada em vigília abraçada a solidão que a persegue não permitindo que a felicidade bata à sua porta, já que Luciene nunca quis ir morar com ela para não perder sua liberdade.
            Seu quarto era o maior da casa, no banheiro havia uma imensa banheira de hidromassagem onde ela passava a maior parte do tempo relaxando.
            Após um banho demorado, Camélia, a empregada, bate na porta de seu quarto, ela vai abrir para saber o que a mulher deseja.
            - Desculpe-me dona Vera, é que a dona Luciene está lá embaixo e quer conversar com a senhora.
            Bem no fundo o seu coração sentiu o deleite de saber que sua amada estava à sua espera, um frio na espinha lhe percorreu o corpo trazendo um gelo na barriga, mas, não sabia se era por medo de enfrentar a realidade, ou talvez por não resistir aos encantos de sua paixão que ainda vagavam dentro de sua alma.
            - Diga a ela que eu já vou descer, obrigada.
            Arrumou-se então foi ao encontro de sua doce amada, Luciene estava de costas para a escada, em pé perto da porta de vidro que dava acesso ao imenso jardim observando as flores. Antes de descer alguns degraus, parou e ficou olhando-a, acima do seu ombro podiam-se ver as rosas vermelhas que oscilavam do lado de fora se misturando com os raios de luzes que se difundiam por sobre o chafariz, traiu-se por um momento, pois sentia ainda amor por ela, ao mesmo tempo em que teve repugnância. Desceu as escadas e falou com desdém:
            - O que você quer dessa vez, seja breve, por favor.
            Luciene virou-se, procurando palavras para justificar os seus atos, mas não conseguiu, fez rodeio, então a empresária tomou a iniciativa.
            - Está bem, vamos acabar logo com isso. Pediu com a voz firme, mas com o coração em fragmentos.
            A moça então falou aos poucos, sempre com o cuidado para não tropeçar nas palavras, contou toda a verdade, dizendo que mantinha um romance com Marcelo um pouco mais de um ano, e que estavam apaixonados, se desculpou pela traição, porém, pediu a ela que não os mandassem embora da empresa, pois precisava do emprego, e que seria difícil arrumar outro, devido à crise em que o país se encontrava.
            Vera então começou a discutir, estava ferida, muito machucada por dentro, precisava desabafar, quando se deu por si, estavam se agredindo fisicamente, Luciene desferiu um tapa em seu rosto ao ser chamada de leviana. Ela revidou ao ataque, quando tão logo, foi preciso um dos seguranças separá-las, e retirar a moça da casa.
            Vendo que tudo estava perdido, só lhe restou subir ao seu quarto para chorar sua dor.

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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

Claudia, uma das operárias da fábrica, prendeu o dedo na máquina quase o arrancando fora, Vanessa correu para ajudá-la, Roberto, o chefe se aproxima e grita com ela da forma mais impiedosa.
            - Já falei para você cuidar do seu serviço Vanessa.
       Nervosa, ela responde fazendo transbordar seus sentimentos que a muito os mantinha conservados.
            - Escuta aqui, você não está nem um pouco preocupado com a nossa segurança, pensa que é só trabalhar?
            Todas as funcionárias param para ouvir os dois discutirem, o silêncio se fez abrindo espaço para aquela rixa antiga.
            - Você é muito boca dura garota, está pensando o que da vida?
            - Eu penso que você é um puxa saco e idiota!
            - O que foi que disse?
            Uma das meninas aproxima-se e puxa Vanessa pelo braço, tirando-a de perto dele, para que os dois não acabem cometendo uma loucura.
            - Esse cara pensa que só porque ele é chefe pode dar uma de bom. Saiu resmungando.
            A maior vontade de Roberto era de mandar Vanessa embora daquele lugar, mas, ao mesmo tempo em que precisava dela, ele a queria por perto para lhe dar os piores serviços, e humilhá-la diante de todos, provando assim quem era o líder daquela seção.
            - Não adianta ficar nervosa Vanessa,. Aconselhou Juliana, sua amiga. Ele é o chefe, sempre terá razão por mais que esteja errado.
            - Ele é um idiota.
            - Pode ser, mas esse idiota aí poderá muito bem chegar à diretoria e falar que você não está trabalhando bem, e pedir para dispensá-la. Ele só não fez até agora em razão da fábrica está apurada de serviço, mas fica esperta, assim que ficar fraco ele irá se vingar de você.
            - Por mim, se ele quiser, pode me despedir agora mesmo, morrer de fome eu não vou.
            - Você é muito esquentada, finja que ele nem existe.
            - Não da Juliana, eu não consigo engolir esse camarada!
            - Aguenta firme, daqui a pouco nós vamos embora para casa, e você vai esfriar a cabeça.

            Vanessa tentou trabalhar o resto da tarde sem pensar em Roberto, mas sua vontade era de afrontá-lo fisicamente.


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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

Segundo Capítulo.
ENFRENTANDO A REALIDADE.

       
            Aborrecida e abatida por não ter dormido direito à noite, Vera tentou disfarçar sua dor, e foi para o trabalho como se nada tivesse acontecido. Tentou entender sua calma, porque não reagira naquele momento em que sofrera aquela infidelidade no amor, mas não chegou a nenhuma conclusão.
          Sueli, percebendo sua angústia, tratou logo de ir até sua sala para saber o que havia acontecido. Vera tentou evitar falar sobre o assunto, mas não aguentou e desabafou.
            - Ela estava me traindo Sueli; disse com os olhos rasos d’água naufragando em sua aflição, e bem no fundo do seu âmago uma dor gritava por liberdade, querendo arrancar aquele sofrimento moral e arrasador.
            - Não fique assim minha amiga, você sempre soube que a Luciene não prestava.
            - Eu não estava querendo acreditar! Desta vez falou chorando, inconformada por ter sido enganada da maneira mais cruel e desumana.
            - E pensar que você faz e dá de tudo a ela.
            - Eu não estou sentida pelo o que eu dei a ela, mas sim pelo amor que eu dediquei todos esses anos, a confiança depositada, são quase três anos de relação.
            - Vera. Falou Sueli. Você há de concordar comigo minha amiga, que a relação de vocês duas já estava desgastada demais. Vocês só viviam brigando, se agredindo. Que amor é esse minha amiga? Quando se há amor de verdade, não existe espaço para a discórdia!
            Cabisbaixa, ela pensou por alguns instantes, ficou distante. Pensou no que iria fazer despedi-los talvez não fosse a melhor maneira, e acima de tudo, eles eram ótimos funcionários, daqueles que não se encontra em qualquer esquina, e além do que, não queria cometer uma ação injusta com a empresa por causa de motivos pessoais.
            Acima de tudo, era uma profissional e sabia separar as coisas, no entanto, gostava muito de Luciene e não conseguia ver a desinência do seu caso, mas também não queria ficar com ela. Não sabia ao certo se ouvia a voz da razão, ou do coração, estava muito dividida. Todavia, alguma decisão haveria de tomar, já que estava colocando em risco o futuro da empresa, e acima de tudo, a sua felicidade que, mesmo sem saber ao certo se havia tido esse feliz êxito.
Naquele dia, Luciene e nem Marcelo foram trabalhar, talvez por medo e insegurança.

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terça-feira, 30 de maio de 2017

Felicidade tem prazo de validade.

Um homem bem vestido desce do veículo e entra meio desconfiado olhando para todos os lados Vera espera um pouco e meia hora depois vai até lá saber de quem se tratava.
            Como tinha as chaves da casa, já que fora ela quem a presenteou, entrou de mansinho, e deparou-se com uma cena não muito agradável, Luciene estava se mi nua aos beijos e abraços com Marcelo, o seu homem de confiança na empresa.
            Assustados, os dois tentam explicar o que não tinha explicação, já que tudo estava bem claro aos olhos de todos ali presente.
            Foi um golpe profundo para Vera que acreditava cegamente naquele amor, e não queria crer no que as pessoas comentavam sobre a dignidade da moça.

            Então, simplesmente virou-se e foi embora com os olhos cheios de lágrimas e o coração aos pedaços.

Continua...

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Vera Hortídez, um nome forte e conhecido no mundo empresarial, uma mulher aparentemente forte, porém, decidida.
            Tem quarenta anos de idade, é solteira, olhos e cabelos negros da cor da noite sem luar, mede 1,65 cm de altura, uma quarentona enxuta, bonita e sensual, da pele delicada e bem cuidada, apesar de ser muito rica, é uma mulher amargurada, vive sempre deprimida. 
            Tão feminina, que, aquele que não à conhecer direito, jamais passará em sua cabeça qual é a sua preferência sexual. Mesmo assim, alguns homens à deseja loucamente.
            Aos vinte e cinco anos de idade, já cansada de se enganar, decidiu assumir a sua sexualidade, e contou aos seus pais sobre suas preferências sexuais. Assustados, quase morreram de desgosto, seu pai pediu a ela que saísse de casa, pois não queria uma filha “lésbica” morando embaixo do mesmo teto que ele, seus dois irmãos mais velhos se afastaram dela com vergonha dos amigos que ficavam fazendo gracejos, já sua irmã mais nova, “Verônica”, lhe deu todo o apoio, e sua mãe com o tempo aceitou o fato da filha gostar de uma outra mulher.
            - Se isso lhe fará feliz filha, disse a mãe na ocasião. Eu lhe dou a minha benção, o que importa para mim, é a sua felicidade.
            Com a compreensão e o apoio da mãe, ela sentiu-se mais feliz, e recomeçou sua vida novamente, já que vinha de uma família de classe alta, foi à luta e provou a todos que também se tornaria uma vitoriosa e não precisaria da ajuda financeira deles, anos mais tarde, com muito sacrifício, tornou-se uma empresária de nome forte no mercado.

Vera teve muitas namoradas, mas nenhuma delas conseguiu ficar muito tempo, pois é muito ciumenta e já fora enganada várias vezes.
            Talvez por ter dinheiro, as garotas se aproximam dela só para se darem bem na vida, seu caso mais recente e duradouro, está por completar três anos.
            Luciene, sua secretária e atual namorada é o exemplo dessa realidade que está vivendo e que está custando em acreditar.
            Atualmente as duas vivem discutindo, desconfiada, a empresária acredita que a moça tem outra pessoa, e o que é pior, ela o está sustentando paralelamente, além de financiar o luxo e a vaidade da amante que vive se envolvendo nos negócios da empresa.
            - Chega Lu. Grita Vera nervosa. Eu quero a verdade! Quem é a pessoa que você está saindo?
            - Não há ninguém Vera, isso é coisa da sua cabeça.
            Por mais que ela tentasse arrancar alguma coisa, jamais conseguiria, por que Luciene era uma mulher esperta, e sabia o momento exato para dar o golpe.

            Irritada, a empresária deixa a casa da namorada e vai embora refrescar a cabeça, mas no meio do caminho, pede para seu motorista voltar e estacionar o carro um pouco distante e fica observando, algum tempo depois, um automóvel estaciona na frente.

Continua...

domingo, 28 de maio de 2017

FELICIDADE TEM PRAZO DE VALIDADE.


Boa noite meus amigos, a partir de hoje iremos fazer uma viagem no mundo de Vanessa Star.
Acompanharemos sua trajetória de lutas e persistência.
“Felicidade Tem Prazo de Validade”, é um romance que foge dos padrões normais da vida para aquelas pessoas que são preconceituosas.
            Em um mundo onde o preconceito ainda predomina, e que as pessoas fogem das normas em que o ser humano impõe, duas mulheres vivem intensamente um romance, enfrentando barreiras e dificuldades, que são superadas por esse sentimento tão bonito, o “amor”.

UM POUCO DE CADA UM.



            Vanessa tinha vinte e sete anos de idade quando começou a trabalhar na fábrica de componentes eletrônicos, mas, sempre teve aparência de uma garota de vinte anos. Morena clara, 1,70 cm aproximadamente de altura, com cabelos e olhos castanhos.
            Inteligente, romântica e sonhadora, sempre procurou seguir seu instinto, obedecendo sempre aos comandos do seu coração. Nunca foi uma moça vaidosa, sempre foi humilde e gosta de ser natural, que as pessoas a vêem como ela realmente é, sem precisar se mascarar com pinturas carregadas, e nem roupas enfeitadas para chamar a atenção dos outros, pois é discreta, adora dançar, e gosta de músicas românticas.
            O seu maior sonho é ser uma cantora famosa, tanto que, formou sua própria banda, e canta em bailes nos finais de semana. Além do sonho de ser cantora, cultiva a ilusão de ser escritora, pois escreve romances, peças de teatro, poesias, e compõe algumas canções.
            O seu cotidiano é do serviço para casa, de casa para os ensaios com o grupo, e nos momentos de folga faz aulas de dança e adora ficar grudada na frente do computador escrevendo, ou fazendo trabalhos extras que lhe rende alguns trocados, como convites de aniversários, cartões de visitas, calendários, etc,... Além do que, quando à noite durante a semana, ministra aulas de computação para alguns alunos.
            A fábrica onde trabalha, é enorme, o prédio bem arquitetado e ocupa quase que uma quadra inteira, cercada por muros altos por todos os lados, para se ter acesso à suas dependências, é preciso primeiro passar pela guarita dos guardas e se identificar caso não seja funcionário, pois os mesmo precisam usar crachás com seus nomes e foto impressa para melhor controle.
            Luciene é secretária da diretoria, solteira, 34 anos de idade, morena dos olhos verdes, 1,60 m de altura, uma mulher arrogante e interesseira, anda com o nariz arrebitado pensando ser a dona do mundo.
            Trabalha um pouco mais de cinco anos na empresa, só usa perfume francês, roupas de marcas, maquiagem carregada na cara, e desfila com seu carro importado.
            Muitas pessoas querem vê-la pelas costas, pois, manda e desmanda na empresa, e se não for com a cara de alguma funcionária ou funcionário, faz de tudo para que os mesmos sejam despedidos. Muitas pessoas a temem com medo de perder seu emprego e acaba fazendo tudo o que ela quer.
            Marcelo exerce um cargo de confiança na mesma empresa que Luciene, é um bom profissional, por essa razão, lhe foi dado uma responsabilidade tão elevada.
            Louro de olhos azuis, 1,80 m de altura bem distribuída, 35 anos de idade, divorciado, pai de dois filhos, é ambicioso e mulherengo.
            Sueli, diretora do departamento de marketing, amiga e confidente da dona da empresa, tem 38 anos de idade, casada por duas vezes, atualmente está separada e não teve filhos.
            Não é loura e nem morena, pois vive pintando os cabelos para mudar o visual todos os meses, seu amigos a chamam de “camaleão”.
            É uma mulher bonita, simples e educada, adora dançar, ler e ir ao cinema. Medindo um pouco mais de um metro e meio de altura.
            Trabalha sempre com um sorriso no rosto, procura ouvir os funcionários da empresa para saber se estão precisando de alguma coisa. É amada e adorada por todos.

Continua...

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Carta para Deus, parte II.
Querido Deus, se o Senhor pudesse ler os meus pensamentos, com certeza saberia das minhas frustrações, das minhas tristezas e decepções.
Conheceria meus dias, uma hora triste, outra alegre.
Alimentaria a minha alma da sua compaixão, e me colocaria nas nuvens.
Deixaria o meu coração mais calmo e minha tristeza expulsaria para sempre.
Saberia o quão sou dependente de Ti.
Me viria mais alem dos seus olhos, que de tao poderoso deixa- me escapar na minha caminhada.
Querido Deus, voltai os seus olhos para baixo e veja-me como estou, sonda-me diante dos homens e me cuida como filha do Pai.
Sou um nada dentre tantas turbulências que a vida nos dá.
Quero somente ser eu, sem precisar depender de ninguém para me cobrar o que eu talvez não tenha para doar.
O tempo!
O tempo é tinhoso, teimoso e traiçoeiro.
Eu quero que estande-me suas mãos poderosas, e me caminhe entre espinhos e rosas, mas que me faça andar, mesmo que seja para lugar nenhum, mas me faca caminhar por entre as pedras, montanhas rochosas e campos floridos.
Mas, por favor, Deus, não me deixe acordar.
Loba Solitária.
21 de Abril de 2017.